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Já se ouviu hoje?

Desde o nosso último artigo, muita coisa mudou, de forma muita rápida tudo aquilo que você sabia que precisava fazer e que faria, quando fosse possível, se fosse possível, de alguma forma se tornou algo necessário para sobreviver. Mas é tanta informação e tanta coisa que está difícil decidir por onde começar. Isso aconteceu com você? ou na sua empresa?

Entre esses conselhos que ouvimos por ai, Steve Jobs disse que devemos ter coragem para seguir nosso coração e nossa intuição, já que eles sabem o que realmente desejamos e o resto, é secundário.

“Mas, quanta bobeira!”, diria o empresário racional e analítico, muito respeitado na cultura ocidental. Se pararmos pra pensar, realmente parece bem estranho ouvir que determinada decisão de uma empresa teve como motivador a intuição do empresário. Acontece que a intuição vem do seu lado emocional e atual e, pode estar certa. 

Segundo a neurocientista Valerie Van Mulukom, em um entrevista a BBC Future (2018), o nosso cérebro está a todo momento trabalhando de forma comparativa, processando a informação sensorial e as experiências atuais com as memórias e experiências passadas, no chamado processo preditivo. E é durante ele que a intuição traz novas respostas as situações já percebidas mas ainda não vivenciadas. É como se, ao perceber que há algo “fora da caixinha” ele se prepare para atualizar a “caixinha”. No momento que essas novas combinações acontecem, você tem a intuição acontecendo ainda de forma subconsciente e muitas vezes por isso parecem não ter muito sentido, porém estão acontecendo de forma preditiva e, me arriscaria a dizer, protetora, o que nos mostra que o nosso cérebro está sempre preparado para lidar da melhor forma possível com o novo, atualizando o nosso modelo cognitivo. 

E então por que a gente não vive de intuição? Seria talvez mais prático e menos desgastante. Seria, se fosse certo que a comparação feita entre o antigo e o atual fosse processada sem interferências cognitivas, se fossemos seres perfeitos, porém somos humanos! Esse processamento gerador das intuições pode sofrer interferências, erros de pensamentos, processar algo antigo sem muita clareza, por exemplo, e trazer uma intuição com uma leitura cognitiva desorientada.

Pensando em tudo isso, se você tiver uma intuição mas não souber nada do assunto, vale uma reflexão cautelosa e analítica antes de usá-la como ferramenta de decisão, mas quanto mais você “ouvir” sua intuição e melhor for seu conhecimento sobre algo, analise menos e confie mais. 

Trouxe esse assunto hoje porque senti que é o momento de te encorajar a se ouvir, a escutar a tua intuição, ouvir o seu “coração”, já que estamos vivendo algo jamais pensado, talvez nem sonhado na melhor imaginação infantil, que é o isolamento social. Não hesite, não se retraia e não tenha medo, confie em você! Escute-se!

 Por Luciana Lanchote 

28 de abril de 2020. 

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