UTF-8" /> Meio Ambiente, Dados, Economia e Lucro! - Por Màrcello Bezerra - Casa de PalestrasCasa de Palestras

 

Muito se propaga que o crescimento da economia tem como fator preponderante

novos investimentos, para geração de empregos e estimular o consumo, como tem

sido desde a revolução industrial.

De fato, esta afirmativa tem sua veracidade economicamente, até certo ponto, mas

é fundamental calibrarmos tanto investimentos como consumo, para que não haja

distorções e acabemos com o meio ambiente, pelo ritmo frenético que nossa

sociedade imprime. Esta afirmativa não é conversa ideológica, mas sim de bom

senso, principalmente quando se olham os dados.

Para termos uma noção, a quantidade de matérias-primas extraídas da Terra

passou de 22 bilhões de toneladas em 1970 para 80 bilhões de toneladas em 2018.

Os países mais ricos consomem em média dez vezes mais recursos que os mais

pobres e duas vezes mais que a média mundial. Se a tendência se mantiver, em

2050 o planeta precisará de 180 bilhões de toneladas de matérias-primas

anualmente.

O aumento do consumo, foi impulsionado por uma classe média em crescimento,

triplicando a quantidade de matérias-primas extraídas da Terra nas últimas quatro

décadas. Estes dados são fidedignos, segundo relatório do Painel Internacional de

Recursos, apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente –

PNUMA.

Pois bem, a consciência pelo equilíbrio do meio ambiente de forma sustentável,

começa a ser percebida pelos consumidores e pelas empresas, tanto que pesquisas

recentes mundialmente e nacionalmente feitas, constatou que 2/3 dos entrevistados,

declara que se o modelo atual de consumidor não mudar, o planeta caminha para

um desequilíbrio ambiental irreversível.

Segundo a pesquisa, a mudança no perfil de consumo se reflete na busca por

produtos e marcas que reflitam um posicionamento ético em relação ao meio

ambiente e na preferência por embalagens sustentáveis. Atualmente, alguns dos

aspectos mais valorizados pelos brasileiros são: presença de ingredientes naturais

no alimento ou bebida (importante para 54%); possibilidade de direcionar a

embalagem para reciclagem (importante para 40%) ou reutilizá-la (importante para

37%); presença de ingredientes de origem orgânica no produto (importante para

36%); ausência de aditivos (importante para 36%).

Com base em todo este espectro as empresas que querem crescer no mercado,

além de mudarem suas plataformas de desenvolvimento, tem que demonstrar de

forma explicita através, de suas propagandas e ações, que de fato entendam esta

nova dinâmica.

Tanto que as empresas que de fato, querem ter crescimento exponencial, tem que

atuar internamente, junto aos seus colaboradores com a consciência real sobre a

mudança de paradigma do meio ambiente e em seus processos produtivos, bem

como seus manuais, normas de conduta, código de ética e todos os seus

documentos internos e externos.

Precisamos de forma definitiva criar nas corporações a preservação e conservação

ambiental, com colaboradores que sejam praticantes sustentáveis, com a introdução

do modelo de responsabilidade socioambiental, sem fanatismos, mas com

resultados práticos e com muito rentabilidade.

Já existe um movimento ainda tímido nas corporações, tanto que somente 36% das

empresas tem ações sustentáveis concretas, precisamos por consequência ampliar

este movimento da responsabilidade socioambiental de forma exponencial e

generalizada, para que cultura seja impregnada e portanto, haja um crescimento

das empresas e que as mesmas possam vislumbrar esta temática como forma de aumentar seus lucros.

 

Sobre o autor:

Màrcello Bezerra é comentarista, escritor, palestrante, jornalista e professor universitário brasileiro, lecionando em instituições como rede FGV, entre outras universidades relevantes.

Referência dos grandes meios de comunicação, na televisão onde é chamado regularmente.

 

No comments, write the first!

Leave a Reply

WeCreativez WhatsApp Support
Nossa equipe de consultores estão online!