UTF-8" /> Ética e Compliance- Por Cleoní Tomazela - Casa de PalestrasCasa de Palestras

 

A ética profissional é um conjunto de valores e normas de comportamento e de
relacionamento adotados no ambiente de trabalho, no exercício de qualquer atividade.
Ter uma conduta ética é saber construir relações de qualidade com colegas, chefes e
subordinados, contribuir para bom funcionamento das rotinas de trabalho e para a
formação de uma imagem positiva da instituição perante os públicos de interesse,
como acionistas, clientes e a sociedade em geral.
Fonte: https://www.guiadacarreira.com.br/carreira/o-que-e-etica-profissional/

Ética é o conjunto de valores e princípios que nós usamos para decidir as três grandes
questões da vida: QUERO? DEVO? POSSO?
Tem coisa que quero, mas não devo.
Tem coisa que eu devo, mas não posso.
Tem coisa que eu posso, mas não quero.
Mário Sérgio Cortella

Nossas atitudes determinam nossa excelência profissional no processo de conduta
ética. Honestidade, sigilo, prudência, imparcialidade são algumas das atitudes que nos
direcionam para um caminho que nos tornam pessoas respeitadas em qualquer
ambiente que possamos estar.

Cito abaixo alguns mandamentos da ética profissional:
Ser honesto: não só as questões que envolvem a parte financeira (isso é obvio). Mas
é também ser honesto com sua capacidade de não assumir algum trabalho que não
dá conta de fazer, assumir os erros, etc.
Privacidade: tem coisa mais horrível que invadir a privacidade do outro? Respeite! Se
alguém te conta algo sigiloso mantenha seu compromisso com a pessoa, mesmo que
após algum tempo você rompa o relacionamento com essa pessoa (isso vale para a
vida profissional ou pessoal ).

Criticas: uma coisa é você fazer um feedback corretivo. Outra coisa é criticar e fazer
julgamentos sem fatos e dados que embasem sua fala. Opte sempre pelo diálogo.
Fofocas: não tem nada mais danoso num ambiente profissional que a fofoca. Já vi
equipes se esfarelarem por conta de conversas inadequadas. Sabe o chamado rádio
pião? Evite dar créditos aos fofoqueiros. Uma pergunta séria aqui pra você: Você
costuma saber de muitas fofocas no ambiente de trabalho? Cuidado! Talvez você esta
alimentando o fofoqueiro. Sabe por quê? Quando a pessoa sabe que você rejeita a
fofoca ela costuma não chegar a você.
Plágio: apropriar-se de algo que um colega elaborou é uma falha gravíssima. E
acreditem: é comum isso acontecer no ambiente profissional. Dê os devidos credito a
quem é o dono da ideia ou do projeto. Seja tolerância zero com quem tem esse desvio
de conduta.
Comportamentos e atitudes: na grande maioria as pessoas são contratadas pela
sua habilidade técnica, mas normalmente são demitidas por comportamentos e
atitudes inadequadas. Aqui envolve tudo: comportamentos agressivos, homo fóbicos,
postura inadequada diante de situações entre outras.
Mimos, presentes e agrados: cada empresa tem no seu código e ética e conduta
como se comportar em relação a essa questão. Normalmente é estabelecido um valor
que pode ser considerado normal. Então, nada de aceitar um smartphone. Quem dá
um presente caro vai exigir alguma troca de você mais cedo ou mais tarde.

O termo compliance tem origem no verbo em inglês to comply, que significa agir de
acordo com uma regra, uma instrução interna, um comando ou um pedido, ou seja,
estar em “compliance” é estar em conformidade com leis e regulamentos externos e
internos.
No entanto, no Brasil essa expressão tornou-se mais conhecida no meio empresarial
após a operação lava jato, que buscou pelo punir empresas e pessoas envolvidas em
casos de corrupção.
Ao chegar ao Brasil, foi estabelecido para maior entendimento o termo "Programa de
Integridade", onde trazem nove pilares que buscam levar à efetividade e aderência as
organizações que buscam diferencial competitivo, além de poder compartilhar com os
seus colaboradores os valores e posturas que se esperam dentro das referidas
organizações, os pilares são:

1. Suporte da Alta Administração
Antes de tudo é importante destacar que não adianta tentar implantar um programa de
Compliance sem a adesão total da alta administração da empresa. Ela tem que ser o
inicio de tudo.

2. Avaliação de riscos
A avaliação de riscos, também chamada de Mapeamento de Riscos de Compliance
(Compliance Risk Assessment – CRA), é uma das etapas mais importantes da
implantação de um programa de integridade.

3. Código de conduta e políticas de compliance
Outro dos pilares de um programa de compliance é a adoção de um código de
conduta ética. Ele traz todas as políticas a serem adotadas na empresa, não
apenas para manter a conformidade com as leis, como também garantir uma cultura
de integridade e valorização de comportamentos éticos.

4. Controles internos
A empresa deve criar mecanismos de controle para assegurar que os riscos sejam
minimizados, tanto no nível interno quanto no externo. Os próprios registros
contábeis e financeiros são usados para transparecer a realidade do negócio.

5. Treinamento e comunicação
O programa de compliance deve fazer parte da CULTURA DE TODA A EMPRESA.
Para isso, além da adesão da alta administração, os colaboradores precisam
entender os objetivos, as regras e o papel de cada um para que ele seja bem-
sucedido. Para isso, é fundamental investir em treinamentos e na comunicação
interna.

6. Canais de denúncia
Uma vez que estejam conscientes sobre a importância do compliance, os
colaboradores precisam de canais de denúncia ativos para alertar sobre violações ao
Código de conduta. Ou seja, deve-se manter e-mails, telefones e outras formas de
comunicação à disposição dos colaboradores.

7. Investigações internas
Feita uma denúncia, a empresa precisa investigar qualquer indício de
comportamento antiético e ilícito que tenha sido noticiado. Em seguida, deve-se
tomar as providências necessárias, com as devidas correções e, conforme o
caso, punições.

8. Due diligence
O programa de compliance não pode ficar restrito ao comportamento da
organização. Fornecedores, representantes, distribuidores e outros parceiros
devem ser submetidos a uma rigorosa due diligence. Ou seja, é importante avaliar
o histórico de cada um deles antes de se estabelecer uma relação contratual.

9. Auditoria e monitoramento
O último dos pilares de um programa de compliance trata, exatamente de sua
manutenção. Ele deve ser contínuo, avaliando sempre se está sendo bem executado e se as pessoas estão, de fato, comprometidas com as normas, se
cada um dos pilares está funcionando como o esperado.

Cleoní Vera Tomazela
061 99901 6046
@cleoni.tomazela

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